No mercado financeiro usa-se a expressão “ativa” ou “passiva” para denominar o tipo de gestão que se faz sobre um determinado negócio/ativo. 

Em relação à gestão financeira dos condomínios, o que se vê em muitos casos é a “gestão passiva”. O síndico ou gestor espera que o fornecedor/prestador traga uma solução completa, o que nem sempre é a melhor opção. 

Numa “gestão ativa”, a busca da melhor alternativa financeira é premissa básica de qualquer negociação. 

O uso da expressão “alta ou baixa” para falar de taxas de juros de empréstimos ou financiamentos para condomínios parte da premissa errada. O correto seria dizer o “preço do dinheiro” neste caso é interessante ou não para a estratégia de “gestão ativa” de caixa daquele condomínio. 

Em geral, os empréstimos para condomínios são utilizados em casos de obras de grande impacto econômico (reforma de fachada), obras urgentes (inundações e destelhamentos), condenações na justiça do trabalho (ex-funcionários e terceirizadas), dentre outros.  

Mas vivemos um momento diferente, onde por exemplo, nos últimos doze meses, o índice de inflação do material de construção superou e muito, ao da inflação oficial. 

Se o condomínio com “gestão passiva” achou “alta” a taxa de juros, saiba que a inflação foi maior que taxa. Sem esquecer, que quem compra à vista, pode e deve ter algum desconto sobre o preço, e além do tipo de investimento, a perda ou não obtenção do benefício no período (melhoria da academia, instalação de energia solar ou individualização de água). 

Nosso papel é contribuir para esta virada de “chip” no pensamento e na forma da gestão financeira do condomínio. 

 

Murialdo Crescencio 

CEO da Emprestacondo 

30 anos de mercado bancário. 

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